Luana Sarantopoulos

Viagens, rotas & destinos / História nova

Estrada Real, Minas Gerais e Tiradentes

Uma viagem pelo aconchego de Minas, entre caminhos de pedra, fé, arte e os paradoxos de estar de volta ao Brasil.

Luana caminhando por uma rua de pedras de Tiradentes, com a igreja ao fundo
Fotografia de Luana Sarantopoulos

Essa foi uma road trip pela Estrada Real, dentro de Minas Gerais: vários dias rodando quilômetros, passando por São Lourenço e Nossa Senhora da Alegria, mas curtindo a maior parte do tempo em Tiradentes. E como eu sou de BH, esse reencontro com este lado do Brasil foi mais especial que tudo até ali.

Teve estrada, balões coloridos, montanha, cidade pequena e aquele ritmo que convida a olhar com mais calma. Minas tem isso: uma sensação de acolhimento que aparece na comida, nas conversas e no jeito como a história continua viva em cada caminho.

Mapa da Estrada Real
Pelos caminhos da Estrada Real.

Tiradentes, sem pressa

Em Tiradentes, as ruas de pedra pedem passos mais lentos. A gente caminhou, observou as casas, as igrejas, as montanhas em volta e deixou o dia acontecer. Foi uma viagem vivida em família, com espaço para o encanto das pequenas coisas — inclusive para caminhar de mãos dadas e perceber o mundo pelo olhar de uma criança.

Fachada colonial de café em Tiradentes, com a placa 'Nunca deixe a fé & o café esfriarem'
Nunca deixe a fé & o café esfriarem.

A fé que a gente reencontra

Na Semana Santa, reencontrei minha fé no silêncio que seguiu a procissão da noite do domingo de Páscoa. Não foi uma resposta pronta nem uma grande revelação. Foi silêncio. Presença. A sensação de estar diante de algo que atravessou gerações e que, de algum jeito, ainda encontra lugar dentro da gente.

Detalhes dourados e pintura no teto de uma igreja histórica de Tiradentes
Detalhes que guardam séculos de fé e história.

Arte e encontro

Também conheci a galeria de Oscar Araripe — e adorei conhecer o artista. Entrar naquele espaço tão claro, cercado de cor, foi mais um desses encontros que dão outra camada a uma viagem. A arte não estava separada da cidade: conversava com as janelas, com a arquitetura, com a luz e com tudo o que vínhamos vendo pelo caminho.

Interior da galeria de Oscar Araripe, com obras coloridas e um piano branco
Na galeria de Oscar Araripe.

Seis meses de Brasil

Essa viagem chegou quando eu completava seis meses no Brasil — seis meses de paradoxos passando pela janela. Voltar também é descobrir. É reconhecer algumas coisas, estranhar outras e entender que o lugar para onde a gente volta nunca é exatamente o mesmo. Nem a gente.

Talvez por isso Minas tenha feito tanto sentido naquele momento. Pela história, pelo aconchego, pela fé reencontrada e pela arte. Pela possibilidade de estar presente sem precisar resolver tudo. Só seguir o caminho, olhar em volta e deixar a viagem fazer o trabalho dela.

Pai e filho caminhando de mãos dadas pela rua de pedra de Tiradentes
Para fechar: pai e filho de mãos dadas, descendo a rua de pedra ao amanhecer.

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Uma história nova, reunida a partir dos relatos e das fotografias de Luana.

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Até a próxima descoberta.Luana
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